Quando só temperar não é o suficiente
Quem não identifica a importância de um determinado molho em uma preparação certamente não tem um paladar requintado e pior do que isso não dá o valor devido à um belo prato de comida.
Quando falamos “molho” a primeira coisa que lembramos é de macarrão, fiz essa pergunta para uma série de pessoas antes de escrever isso aqui, e depois de responder macarrão uns 60 % respondeu que tinha pensado no molho vermelho.
Não temos aqui um estudo científico e sim a confirmação de algo que é fácil de imaginar.
Não vou me aprofundar na história porque não é esse o tema da nossa conversa de hoje, mas o tomate só chegou à Europa depois de Colombo, e no começo era plantado como elemento de decoração, fora o fato de acreditarem que eram venenosos os belos frutos vermelhos.
Foi mais ou menos entre o final do século XVIII e começo do XIX que o fruto foi introduzido na gastronomia, inicialmente na Itália, depois França e Espanha, espalhando o seu sabor pelo mundo antigo.
Mais alguns anos se passaram até que o tomate voltasse para o seu local de origem, durante as imigrações dos europeus que trouxeram junto com a bagagem sua cultura e com isso a sua gastronomia.
E por que o nome desse post? Porque o macarrão em si tem pouco sabor, ai entra o molho, o mesmo vale pra polenta, frango grelhado, bifes em geral, pizzas, saladas...
Gosto é gosto e ao invés de ficarmos discutindo vamos fazer um concurso, na verdade dois, um pra escolher as melhores receitas dos nossos leitores e outro para escolhermos qual é o melhor molho dentre os famosos.
Só para lembrar, mesmo no lanche mais simples colocamos maionese que é um molho com história, mas essa também fica para um outro dia.
Por Ronaldo Rossi


















