A osteoporose e o consumo de cálcio
A osteoporose se caracteriza pela diminuição da quantidade de massa óssea. Ela desenvolve ossos finos e extremamente frágeis, sujeitos a fraturas. A doença progride de forma lenta e só é percebida com a ocorrência de uma fratura. Com medidas preventivas, a evolução da osteoporose pode ser retardada.
Os principais locais de fraturas são: coluna vertebral (a “corcunda de viúva” é um exemplo), punho (local onde as fraturas são mais comuns por ser um ponto de apoio), quadril (são mais difíceis de cicatrizar) e fêmur (de recuperação lenta).
Para cada quatro mulheres, apenas um homem desenvolve essa doença. Com a progressão da osteoporose, os ossos podem ficar esburacados e quebradiços.
Existem dois tipos de osteoporose: a primária, que acomete mulheres em torno de 50 anos, em período pós-menopausa e a secundária, que acomete pessoas idosas, com maior perda de massa óssea.
A forma secundária pode se dar por distúrbios na absorção intestinal de cálcio, perda de massa muscular, diminuição de enzimas, baixa absorção e metabolização da vitamina D, doenças do sistema endócrino, câncer, doenças intestinais inflamatórias, cirurgias no sistema digestivo, sedentarismo, interações com certos medicamentos, doenças renais e baixa ingestão de cálcio.
Quem se encontra em maior risco de desenvolver a doença são:
- Mulheres;
- Fumantes;
- Consumidores de álcool, refrigerantes à base de cola ou café em excesso;
- Diabéticos;
- Praticantes de atividade física de forma inadequada (excesso ou ausência), pior para os sendentários.
O seu aparecimento está ligado aos níveis de estrógeno (hormônio feminino) do organismo. Ele é responsável pelo equilíbrio de captação de cálcio circulante e liberação do cálcio ósseo. Durante a menopausa, as mulheres tem esse hormônio em níveis baixos, fragilizando a captação de cálcio e aumentando a sua liberação do osso. Se o estoque de cálcio for feito desde a infância, as possibilidades de se desenvolver osteoporose durante a menopausa são menores. O ideal é consumir pelo menos três alimentos fonte de cálcio por dia. A dose diária recomendada para a mulheres na menopausa é de pelo menos 800 mg/dia. Esta quantidade é adequada para mulheres que estão em terapia de reposição hormonal com estrogênios. Mulheres que fazem apenas reposição de cálcio devem ingerir entre 1000 a 1500 mg/dia.
Hábitos de vida saudáveis, alimentação rica em cálcio, atividade física constante, reposição hormonal em mulheres e exposição ao sol são as maneiras corretas de melhorar a massa óssea.
Por Nathália M. Omuro
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