Iodo
O iodo é comumente encontrado em forma de iodeto para depois ser transformado em sua forma ativa e é oxidado pela luz solar. No corpo humano a quantidade de iodo é de 15 a 23 mg, onde 75% está concentrado na glândula tireóide.
Esse mineral faz parte dos hormônios tireoidianos, como a triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Eles influenciam diversas reações do organismo e fundamentais para o desenvolvimento normal do cérebro, para a reprodução, para a conversão de caroteno em vitamina A, síntese de proteína e absorção de carboidratos. Eles são liberados através da estimulação ou inibição do TSH. Se a ingestão de iodo é baixa, os níveis de TSH são elevados e consequentemente, aumenta a liberação de T3 e T4.
Alimentos encontrados no mar são fontes de iodo. Por lei, o sal de mesa deve ser iodado para a prevenção do bócio (aumento do volume da tireóide).
A deficiência desse mineral pode acarretar diversos problemas nas mais variadas idades. Na idade fetal, pode levar ao aborto, anormalidades congênitas, aumento da mortalidade perinatal e infantil, cretinismo (deficiência mental, surdo-mudez, estrabismo) e problemas psicomotores. Em crianças e adultos, pode causar o bócio, hipotireoidismo, função mental diminuída e retardo no desenvolvimento físico (em crianças). O bócio pode ser causado não apenas pela quantidade baixa de iodo, mas também por substâncias encontradas em diversos alimentos chamadas de bociogênicas. Elas bloqueiam a absorção e uso do mineral.
O aumento do consumo desse mineral pode levar a uma elevação da concentração de TSH, disfunção da tireóide e hipertireoidismo.
A quantidade recomendada de iodo é de 150 mcg/dia para homens e mulheres; 220 mcg/dia para gestantes e 290 mcg/dia para lactantes.
Quantidade de iodo em 100 g de alimentos (em mcg):
Aipo: 15
Algas: 60
Atum: 30
Bacalhau: 20
Badejo: 30
Camarão: 90
Ostra: 38
Sal iodado: 7400
Salmão: 11
Sardinha: 3,5
Por Nathália M. Omuro


















