Carboidratos
A maioria das formas de carboidrato é composta de carbono, oxigênio e hidrogênio. Há 4 kcal por cada grama de nutriente. Existem alguns tipos de carboidrato, definidos por quantidade de açúcares simples:
Monossacarídeos: são os açúcares simples, formados por um único tipo de açúcar. São eles: glicose (também chamado de hexose, encontrado em sucos de frutas, hidrólise de açúcar, cana de açúcar, maltose e lactose; é um combustível celular); frutose (também chamada de levulose e é encontrada em frutas, mel e xarope de milho e é convertido em glicose quando necessário; e galactose (presente no açúcar do leite e também é convertido em glicose).
Dissacarídeos: é composto por dois monossacarídeos. São eles: maltose (formado por duas moléculas de glicose), sacarose (formada por glicose e frutose); e lactose (formada por glicose e galactose).
Oligossacarídeos: contêm de três a dez unidades simples de açúcares. Os mais conhecidos são a rafinose e estaquiose. São metabolizadas no intestino grosso.
Polissacarídeos: contêm diversas unidades de monossacarídeos, em maior parte a glicose. Alguns possuem 3.000 unidades ou mais. São conhecidos como amido (amilose e amilopectina nas plantas e glicogênio nos tecidos corpóreos) e carboidratos complexos.
Grande parte do carboidrato existente no organismo está armazenada no fígado e no músculo como glicogênio. Tem como função fornecer energia para o corpo, além de servir como reserva energética em forma de glicogênio, regulador do metabolismo de proteína, impedindo que a mesma seja usada como fonte de energia, evita a formação de cetonas (produto intermediário do metabolismo de gorduras) que leva a acidificação sanguínea e atua no funcionamento cerebral.
O consumo excessivo de carboidratos pode levar ao aumento de colesterol, lipoproteínas de baixa densidade (LDL), triglicérides, aumento da glicemia e consequentemente da liberação da insulina, maior ocorrência de cáries dentárias e aumento da glicemia em diabéticos.
O baixo consumo leva a hipoglicemia, que aumenta concentração do hormônio glucagon, estimulando a quebra do glicogênio estocado em glicose, aumentando a glicemia. Se ainda não houver a ingestão de carboidrato, há a quebra de massa muscular e gordura, diminuindo músculo e aumentando a concentração de cetonas no sangue. Essa concentração alta leva a cetoacidose.
A quantidade recomendada de carboidrato é de 130 g/dia para homens e mulheres; 175 g/dia para gestantes e 210 g/dia para lactantes.
Quantidade de carboidrato em 100 g de alimentos (em g):
Açúcar cristal: 99
Alho: 33
Ameixa seca: 62,7
Arroz integral: 77,2
Batata: 18
Castanha de caju: 32,7
Shitake: 75,4
Damasco seco: 61,8
Farelo de trigo: 64,5
Fécula de batata: 82,1
Feijão: 61,3
Grão de bico: 60,7
Macarrão: 75,2
Mel: 82,4
Pão de centeio: 64,7
Por Nathália M. Omuro


















